Explorando o Passado e Futuro da Saga The Witcher

Análise completa de The Witcher 3 e nossas expectativas para a sequência anunciada pela CD Projekt Red.

The Witcher 3: Wild Hunt é um RPG de ação em mundo aberto, lançado em 2015 pela desenvolvedora polonesa CD Projekt Red. Disponível para PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch e PC, o título recebeu posteriormente versões aprimoradas para PlayStation 5 e Xbox Series X|S.

O jogador assume o controle de Geralt de Rívia, um bruxo — basicamente um caçador de monstros profissional — que vive em um mundo sombrio e medieval, repleto de guerras, criaturas místicas e dilemas morais complexos. A narrativa central gira em torno da busca por sua filha adotiva, Ciri, que está sendo perseguida por uma força sobrenatural conhecida como Caçada Selvagem.

Entre batalhas, investigações e decisões impactantes, Geralt se envolve em intrigas políticas, dramas pessoais e lutas por poder em reinos ricamente detalhados.

Destaques do jogo:

. Missões secundárias memoráveis: tão bem escritas quanto a trama principal.

. Mundo aberto imersivo: vasto, vivo e repleto de conteúdo significativo.

. Sistema de escolhas: decisões que alteram profundamente a história e os destinos dos personagens.

. Combate variado: combina uso de espadas, sinais mágicos e alquimia (poções e óleos).

Análise Pessoal – Um RPG Inesquecível

Joguei The Witcher 3 e suas duas expansões no início de 2025, após o anúncio de The Witcher IV, e posso dizer com segurança que foi uma das melhores experiências que já tive nos games.

Confesso que relutei por anos em experimentá-lo, por pensar que, por não criar um personagem do zero, não se tratava de um “RPG verdadeiro”. Felizmente, eu estava errado.

A narrativa é envolvente e profundamente cinematográfica. A jogabilidade, embora um pouco datada, é viciante e oferece diversas formas de abordagem — tanto em combate quanto na resolução de missões.

Exploração e ambientação:

Explorar o mundo é uma atividade recompensadora. Cada vila, caverna ou personagem tem algo único a oferecer. Os cenários são visualmente belíssimos até hoje, especialmente nas versões de nova geração, com florestas densas, castelos imponentes e cidades vibrantes.

Dificuldade e progresso:

O jogo oferece uma dificuldade equilibrada — especialmente se o jogador presta atenção às fraquezas dos monstros e mantém seu equipamento atualizado. Joguei no modo “Sangue e Glória” e tive uma jornada desafiadora, mas justa.

Pontos negativos:

  • A movimentação de Geralt pode parecer travada em certos momentos, especialmente em terrenos acidentados.
  • A montaria (Carpeado) tem uma IA limitada e atrapalha mais do que ajuda em algumas situações.
  • O jogo base carece de chefes marcantes com mecânicas mais elaboradas, algo que as expansões corrigem com maestria.

Expansões – Conteúdo que Eleva o Jogo

  • Hearts of Stone: adiciona uma narrativa sombria, novos personagens memoráveis e chefes com dinâmicas únicas.
  • Blood and Wine: praticamente um novo jogo, com um mapa inédito (Toussaint), dezenas de novas missões, criaturas e sistemas adicionais. Um encerramento épico para a saga de Geralt.

Ambas as expansões são ideais para serem exploradas após a conclusão da campanha principal, com um Geralt mais poderoso e preparado.


Gwent – Um Extra Opcional

O minigame de cartas, Gwent, não me atraiu pessoalmente, mas reconheço seu valor e sucesso — tanto que originou um jogo próprio. Para quem gosta de estratégias de cartas, é um atrativo à parte. No entanto, conquistas relacionadas a ele podem parecer repetitivas para quem não curte o estilo.


Avaliação Final

  • Horas jogadas: +180h (sem platina)
  • Nota final: 9.0/10

Apesar de pequenos defeitos técnicos, The Witcher 3: Wild Hunt é obrigatório para qualquer fã de RPG ou boas histórias nos videogames. É o tipo de jogo que você termina com saudade, e que ainda oferece muito conteúdo mesmo após o fim da campanha principal.


O que esperar de The Witcher IV?

Já confirmado pela CD Projekt Red, o novo título da franquia está em desenvolvimento com Unreal Engine 5, uma mudança significativa em relação à REDengine dos jogos anteriores. Isso indica avanços gráficos notáveis, IA mais inteligente e ambientes ainda mais vivos e dinâmicos.

O jogo não será uma continuação direta de The Witcher 3, mas sim o início de uma nova saga no universo. Uma das principais teorias é que Ciri será a nova protagonista, o que abriria espaço para mudanças importantes na jogabilidade, nas habilidades e até na estrutura das missões — já que Ciri possui poderes únicos e uma história complexa.

Dito isso, encerramos nossa análise. Até a próxima crítica pessoal!

Esperamos que tenha gostado!

Essa análise é um opinião do autor: Henry Musk.

Editor de texto: Gian Lucca (Player Fox)