A sequência do reboot de 2016 não apenas mantém o nível — ela eleva o padrão, refina cada mecânica e entrega uma experiência que beira a perfeição dentro do que propõe.
Se o primeiro DOOM já era uma reinvenção moderna do FPS clássico, Eternal é a sua coroação. E com as expansões The Ancient Gods – Parte 1 e 2, o pacote se transforma em uma obra completa, brutal e quase mitológica — um dos maiores acertos da Id Software em sua história.
Combate: Ritmo, Recurso e Reflexo

Em DOOM Eternal, atirar é apenas uma parte do trabalho. O jogo não quer apenas que você sobreviva — ele quer que você domine o caos. O combate gira em torno de três pilares interligados: saúde, armadura e munição — nenhum deles é dado de graça.
- Glory Kills (finalizações corpo a corpo): recuperam vida.
- Lança-chamas (Flame Belch): gera armadura.
- Motosserra: abastece sua munição.
- Super Shotgun com gancho, granadas, tiros de precisão e dashes completam o arsenal.
Cada confronto vira um quebra-cabeça em tempo real. Não existe arma inútil, nem inimigo irrelevante — todos têm propósito e ponto fraco. Se você tentar jogar como em um FPS tradicional, será esmagado.
Mas quando tudo se encaixa… o jogo flui. Você dança no campo de batalha, num verdadeiro balé de destruição.
Fases Verticais e Exploração Inteligente

O level design é um dos maiores triunfos de Eternal. As arenas são verticais, cheias de plataformas, dashes aéreos, escudos destruíveis e rotas secretas. Aqui, movimentação é tão importante quanto pontaria.
Os mapas recompensam a curiosidade com:
- Colecionáveis nostálgicos (como bonecos e discos de vinil);
- Desafios opcionais como os brutais Slayer Gates;
- Salas ocultas, upgrades e segredos integrados ao ritmo da ação.
A exploração nunca quebra o ritmo — ela o complementa.
The Ancient Gods Parte 1 e 2: Inferno Elevado

As duas expansões são continuações diretas da campanha principal, e já começam em alta intensidade: sem tutorial, sem misericórdia.
- Parte 1: cruel, desafiadora e punitiva — um teste final de habilidade.
- Parte 2: mais épica e narrativa, com inimigos colossais e batalhas dignas de lenda.
Essas DLCs não são apenas “extras” — são capítulos finais indispensáveis. Ignore-as e você perderá o clímax do universo DOOM.
Sim, DOOM Tem História — E É Boa

Apesar da fama de ser “só tiro e demônio”, DOOM Eternal mostra que há um universo rico por trás da violência: civilizações antigas, os Maykrs, o Império Celestial, e até a origem do Slayer.
A narrativa é bem dosada: cutscenes breves, textos opcionais e nenhum bloqueio de gameplay. O jogo respeita tanto quem só quer ação quanto quem quer contexto.
Trilha Sonora: Adrenalina Sonora

Comandada por Mick Gordon, a trilha sonora é combustível puro. Os riffs metálicos se moldam ao combate, acelerando ou parando conforme o ritmo da luta.
Nas DLCs, Andrew Hulshult e David Levy assumem — e entregam à altura. O peso permanece, agora com nuances novas, mantendo o DNA sonoro caótico e poderoso de DOOM.
Gráficos e Performance: Impecável

DOOM Eternal utiliza a engine id Tech 7, que impressiona com texturas nítidas, iluminação dinâmica e cenários colossais — tudo com desempenho invejável.
- Carrega rápido, roda liso, e permite ampla personalização gráfica, principalmente no PC.
- No PC e consoles (Xbox One, Xbox Series X|S, PS4, PS5 e Nintendo Switch), o jogo é uma aula de otimização.
Campanha, Preço e Acessibilidade

DOOM Eternal entrega uma campanha single player densa, longa e inesquecível — recheada de momentos épicos, tiroteios intensos e uma progressão frenética do início ao fim.
E o melhor: o pacote completo (jogo base + DLCs) vive em promoção e está disponível no Xbox Game Pass. Quem assina pode jogar tudo sem custo adicional.
Conclusão: A Fúria Refinada do FPS Moderno

DOOM Eternal + The Ancient Gods representam o ápice técnico e artístico do gênero FPS moderno. Enquanto outros apostam em narrativas cinematográficas, Eternal aposta no ritmo, na precisão e na intensidade — e ainda assim entrega uma história envolvente, um universo intrigante e performance de primeira.
É um jogo que recompensa quem se esforça. Testa os reflexos, a inteligência e o sangue-frio. E mesmo quando parece impossível, você continua tentando — porque DOOM te transforma.
Se você quer um FPS brutal, técnico, com identidade visual e sonora marcante — este é o jogo.
Dito isso, encerramos nossa análise. Até a próxima crítica pessoal!

Esperamos que tenha gostado!
Essa análise é uma opinião do autor: Nashi
Editor de texto: Gian Lucca (Player Fox)
DOOM Eternal
DOOM Eternal é o ápice da brutalidade técnica dentro do gênero FPS moderno. Com combates que exigem reflexo, estratégia e domínio completo dos sistemas, o jogo entrega uma experiência intensa, refinada e quase coreografada. O ritmo é insano, mas preciso, e a variedade de mecânicas faz cada arena parecer um quebra-cabeça violento em tempo real. As expansões The Ancient Gods ampliam esse desafio com ainda mais intensidade, elevando a campanha a um nível épico. O jogo também brilha em seu visual, trilha sonora agressiva e level design vertical, mantendo a identidade da franquia enquanto a empurra para novos patamares. É exigente, recompensador e respeita o jogador a cada segundo. Mesmo com uma narrativa mais presente, o foco continua sendo a ação — e ela é simplesmente impecável. Para fãs de FPS, Eternal é obrigatório.
- Combate técnico, intenso e recompensador
- Sistema de recursos interligados
- Level design vertical e bem construído
- Trilha sonora impactante e integrada à ação
- Expansões desafiadoras e épicas
- Visual impressionante e desempenho exemplar
- Alguns trechos podem ser exaustivos pela dificuldade
- Não é ideal para quem prefere FPS mais táticos ou lentos
- Narrativa interessante, mas ainda superficial




